Jogo responsável: sinais, limites e apoio
Quando o jogo deixa de ser um passatempo
O jogo é uma forma de entretenimento que custa dinheiro, e essa é a única maneira honesta de o descrever. Deixa de o ser quando passa a ocupar tempo que estava destinado a outras coisas, quando as perdas começam a ser recuperadas com apostas maiores ou quando se joga para aliviar um estado de espírito em vez de por gosto. Nenhum destes sinais depende do valor apostado.
Há indícios que vale a pena reconhecer cedo: esconder o tempo ou o dinheiro gastos, pedir emprestado para jogar, adiar contas para carregar uma conta de jogo, perder o sono ou o apetite por causa de um resultado, irritação quando alguém toca no assunto. Um deles isolado pode não querer dizer nada. Três ao mesmo tempo querem quase sempre dizer alguma coisa.
O jogo nunca é uma fonte de rendimento e não resolve uma dificuldade financeira. A matemática de qualquer casa devolve menos do que recebe, ao longo do tempo, e é por isso que o único orçamento sensato é aquele que se pode perder por inteiro sem consequência. Quem estiver a jogar para recuperar alguma coisa está a jogar pela razão errada.
As ferramentas que a conta oferece
Dentro da conta existem limites de depósito, limites de perda e limites de sessão, todos configuráveis pelo próprio titular. Um limite entra em vigor de imediato quando é apertado e só passado um período de reflexão quando é alargado, precisamente para que a decisão não seja tomada a quente. Definir um limite no primeiro dia é mais fácil do que defini-lo no pior dia.
Existe também a possibilidade de suspender a conta por um período determinado ou de a encerrar por autoexclusão, pedida em [email protected]. Uma conta autoexcluída deixa de receber comunicações promocionais e não pode ser reaberta antes do fim do período escolhido. Esta autoexclusão vale para a conta aberta connosco e não substitui qualquer registo nacional.
O registo de autoexclusão português, o RAEJ, é gerido pelo SRIJ e aplica-se às entidades por ele licenciadas, que não é o nosso caso. Quem pretenda uma proteção transversal ao mercado nacional deve inscrever-se diretamente nesse registo, além de pedir a suspensão aqui. As duas medidas são independentes uma da outra.
Onde procurar ajuda em Portugal e fora dele
Em Portugal, o SICAD — Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências — acompanha os comportamentos aditivos, incluindo o jogo, e a Linha Vida atende pelo número 1414. O Serviço Nacional de Saúde tem consultas de comportamentos aditivos em várias regiões, com encaminhamento pelo médico de família. Nenhum destes serviços exige que se identifique numa primeira conversa.
Fora do país, três organizações internacionais atendem em linha e sem custo: a Gambling Therapy, o BeGambleAware e os Jogadores Anónimos. Todas oferecem apoio por escrito e grupos de entreajuda, algumas em português. Falar com alguém cedo encurta muito o que vem a seguir.
Se reconhece em si algum dos sinais descritos nesta página, o passo mais útil não é fechar o separador: é definir um limite hoje e falar com alguém esta semana. Quem quiser apenas afastar-se durante algum tempo pode pedir a suspensão da conta e voltar depois. As restantes páginas de apostas online em Portugal continuam a explicar as regras do produto, mas nada nelas é mais importante do que isto.